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Determinismo Psíquico (causalidade psíquica)

Desde Freud, sabemos que em nossa mente todos os eventos psíquicos estão estritamente conectados, ou seja, não existe descontinuidade na vida emocional.  Cada evento psíquico é determinado por algum outro que o precedeu. É exatamente por saber disso que quando um paciente se apresenta com uma determinada queixa a pergunta que deve ser respondida mais cedo ou mais tarde é “o que provocou este sintoma?”
Esta pergunta é feita porque temos certeza de que existe uma resposta para ela. Por isso, em psicanálise acredita-se na causalidade psíquica, ou seja, sabe-se que um determinado sintoma foi caudado por um desejo ou intenção da pessoa envolvida. É exatamente por este motivo que sempre se procura a responsabilidade da pessoa naquilo que ela se queixa.
No entanto, achar essas causas “escondidas” não é tarefa muito fácil. Apesar das inúmeras dificuldades que vão se interpondo no caminho até a compreensão deste fato, é essencial quando se começa a trabalhar com a psicanálise. Por este motivo, nenhum evento psíquico, nem um sonho, nem mesmo um ato falho é destituído de significado.
Contudo, a conexão entre estes fenômenos, embora sejam demonstráveis, não são conscientes para as pessoas. É exatamente por serem desconhecidos que são chamados de inconscientes. E é no processo de análise que estes eventos se tornam conscientes.

Para mais informação leia:
Brenner, C. (1987). Noções básicas de psicanálise: Introdução à Psicologia Psicanalítica (A. M. Spira, Trad.). Rio de Janeiro: Imago.

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